Quando Adilson Freitas relembra sua adolescência, a criatividade sempre aparece como um ponto constante em sua linha do tempo. Antes mesmo de ter contato com qualquer software, ele já demonstrava uma inclinação natural para o visual.
Nos anos 1990, enquanto muitos colegas optavam por materiais prontos, Adilson preferia criar os próprios cadernos: desmontava folhas, recortava imagens e montava capas personalizadas, utilizando materiais fornecidos por antigas locadoras de bairro.
Era um hobby, mas também um sinal claro do caminho que seguiria muitos anos depois.
Dos caminhos tradicionais ao encontro com o universo criativo
Nascido em Mogi Guaçu, Adilson Freitas cresceu em uma região onde as oportunidades de trabalho estavam concentradas na indústria metalúrgica. Estudou no SENAI em áreas como fresagem, retífica, manutenção, hidráulica e pneumática. Apesar da vivência técnica, não se imaginava atuando nessa rotina.
Seguiu outro rumo e iniciou sua carreira em um banco, trabalhando com seguros. Embora o emprego fosse estável, faltava algo que despertasse sua motivação mais profunda. Ele já sabia que seu interesse estava em criar, experimentar e explorar o visual, uma direção presente desde a infância.
O primeiro contato com o digital
A mudança começou em 2006, quando conheceu softwares como CorelDRAW e Corel Photo-Paint. Foi ali que encontrou uma nova forma de expressar sua criatividade. Passou a criar fotomontagens e colagens digitais, e esses trabalhos logo chamaram atenção.
As edições que produzia chegaram até um coordenador do Senac Campinas, que o convidou para ministrar aulas relacionadas aos softwares que já dominava. Naquela época, seu conhecimento ainda estava restrito ao universo do vetor e do bitmap, mas a oportunidade abriu a porta que mudaria sua carreira.
O mergulho no 3D e a conexão com a Autodesk®
Após a primeira experiência como instrutor, Adilson Freitas decidiu ampliar seus horizontes. Tornou-se profundamente fascinado pelo software Maya® e mergulhou nos estudos. Cada projeto pessoal se transformava em um laboratório. Cada possibilidade virava prática.
Entre 2010 e 2011, surgiu a oportunidade de participar de uma certificação Autodesk®. Ele já lecionava no Senac, inclusive com turmas de Maya®, mas a certificação elevou seu trabalho a outro nível. A partir desse momento, passou a desenvolver cursos para o Senac São Paulo e para outras unidades do Brasil na área de 3D.
Mais tarde, escreveu um livro sobre Maya® e Mudbox®, tornando-se autor do primeiro material brasileiro publicado sobre esses softwares da Autodesk®.
Histórias que nasceram dentro da sala de aula
Ao longo dos anos, Adilson Freitas acompanhou inúmeros alunos que seguiram caminhos de destaque na área. Entre eles está Bruna Dias, que atuou em produtoras de Campinas e, mais tarde, ingressou na Record, participando de diversas produções.
Outro exemplo é Jean Medeiros, que se tornou referência em 3D, com uma atuação sólida no mercado. Há também uma aluna que hoje integra a O2 Filmes, além de profissionais que chegaram à Light Farm, um dos estúdios mais reconhecidos e respeitados do país.
Para Adilson Freitas, cada história representa o verdadeiro impacto da educação: ver talentos florescerem a partir de um ambiente de aprendizado.
Conselho para quem deseja se tornar instrutor Autodesk®
Para Adilson Freitas, “o primeiro passo é seguir o coração”. Ele cita uma fala de Stan Lee, que dizia não ver propósito em se aposentar, já que as pessoas se aposentam para fazer aquilo de que gostam. “Ensinar funciona da mesma forma: quando se tem paixão, o estudo se torna natural.”
Ele reforça ainda a importância das certificações. Elas oferecem reconhecimento no mercado e são essenciais para quem deseja atuar como instrutor, validando competências técnicas e abrindo portas em instituições de ensino e empresas especializadas.
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