Para quem nunca ouviu falar, a WorldSkills funciona como uma grande Olimpíada, mas, em vez de esportes, cada modalidade representa uma profissão. E, no caso da modalidade de artes digitais para jogos 3D, os competidores criam tudo: personagens, cenários, texturas e um nível jogável.
“É como se fosse uma fase de um jogo que precisa funcionar de verdade no final da prova”, explicou Ana Beatriz Gondim, que foi competidora e hoje atua como treinadora oficial do Brasil.
Duas trajetórias, um mesmo propósito: transformar talento em carreira
As protagonistas dessa jornada são Ana Beatriz Gondim Sampaio e Júlia Morgana Magalhães Pedroso, a primeira mulher brasileira a representar o país na WorldSkills na área de artes digitais para jogos.
Ana viveu a experiência da competição nacional durante a pandemia, quando a etapa internacional foi cancelada. Mesmo assim, seguiu envolvida com o movimento, tornou-se treinadora e foi quem preparou Júlia para as etapas estadual, nacional e, por fim, para o mundial em Lyon, na França.
Júlia, por sua vez, começou treinando de forma autodidata e teve sua trajetória transformada ao ingressar na WorldSkills, onde descobriu o vasto universo da criação artística para jogos 3D e se destacou internacionalmente.
Como tudo começou
Tanto Ana, quanto Júlia descobriram a área via paixão pela arte e só depois entenderam que isso podia virar profissão. “Eu entrei porque gostava de desenhar. Nem sabia que existia arte para jogos como carreira”, contou Júlia. Ela se destacou ainda adolescente, quando um professor percebeu seu talento e a incentivou a entrar na competição.
Ana teve um percurso parecido: começou com design gráfico e descobriu a arte digital para jogos através da própria Olimpíada. “Eu nem sabia que existia essa profissão. Foi na WorldSkills que descobri esse universo e me apaixonei.”

Treinamento, disciplina e superação
Júlia iniciou sua jornada de forma autodidata, já que seu primeiro contato com a modalidade aconteceu por meio de um professor que reconheceu seu talento, mesmo sem ter especialização na área. Determinada, ela mergulhou no universo da arte digital para jogos por conta própria, estudando técnicas e softwares fundamentais.
Com experiência de quem já esteve do outro lado da competição, Ana destacou o quanto o nível técnico da prova evoluiu nos últimos anos. Se antes o foco estava mais na criação visual, hoje os competidores precisam desenvolver um produto jogável completo, em tempo reduzido e com múltiplas entregas.
Para apoiar essa nova geração de talentos e acompanhar essa evolução, a ETC Brasil apoiou junto ao SENAI Roberto Simonsen, em São Paulo um encontro de preparação e trocas para o WorldSkills.
A ocasião reuniu competidores da ocupação de Arte Digital 3D para Jogos em uma conversa técnica liderada pelo diretor Saulo Veltri, da areaz, e marcou mais um momento importante de preparação para a WorldSkills Brasil. Ao lado do SENAI e da Autodesk®, reforçamos a importância da formação prática com ferramentas profissionais, as mesmas usadas na etapa internacional da competição, que acontece em 2026, em Shanghai.
Essa transformação exigiu não apenas domínio técnico, mas também resiliência, agilidade e uma rotina intensa de treinos. Para Júlia, essa experiência foi desafiadora e transformadora, consolidando sua formação profissional de forma acelerada e prática:
“É como se fosse uma fase de um jogo que precisa funcionar de verdade no final da prova. Não é só bonito, tem que rodar!”
Tecnologia que forma profissionais
Durante toda a preparação para a WorldSkills, o Autodesk Maya® se consolidou como a principal ferramenta de trabalho para Júlia e Ana e isso não foi por acaso. Reconhecido como padrão da indústria a Autodesk® (desenvolvedora do software Maya) é patrocinador oficial da competição, o Maya® é o centro de todo o fluxo criativo exigido pela modalidade de artes digitais para jogos.
Júlia passou quatro anos se aperfeiçoando no Maya®, utilizando-o para todas as etapas da prova: da modelagem à animação. Hoje, ela domina o software com fluidez e reconhece seu valor não apenas para a competição, mas para o mercado de trabalho.
Já Ana, que também teve o Maya® como base durante sua formação, reforça a acessibilidade e o alto nível técnico do programa.
Mais do que uma ferramenta de ensino, o Maya® tem se mostrado um instrumento estratégico de formação profissional, conectando os jovens talentos ao que há de mais atual na indústria criativa. Ao sair da WorldSkills, esses competidores já dominam uma plataforma utilizada globalmente por estúdios de jogos, cinema e animação, o que os coloca em vantagem competitiva imediata.
Mais mulheres na criação de jogos
Ao longo da jornada, Júlia e Ana não apenas conquistaram posições de destaque na competição, elas também pavimentaram o caminho para outras mulheres na área de jogos digitais. Ana foi a primeira mulher brasileira a competir nacionalmente na modalidade, enquanto Júlia se tornou a primeira mulher do país a chegar ao mundial. Ambas reconhecem a importância dessa representatividade e o impacto que isso pode gerar.
Em um setor historicamente dominado por homens, elas provam que competência, criatividade e excelência não têm gênero. Mais do que participar, elas ocupam posições estratégicas: como treinadora, avaliadora e referência técnica, Ana inspira novas participantes; Júlia, como jovem artista digital, mostra que é possível alcançar o topo com dedicação e as ferramentas certas.
Expectativas para o futuro
Ana continua engajada com o movimento da WorldSkills, agora contribuindo para a formação de avaliadores e novos competidores. Júlia, por sua vez, quer seguir se aprofundando em áreas mais avançadas do Autodesk Maya®, como simulação de partículas e efeitos visuais. Ambas enxergam um cenário cada vez mais favorável para a profissionalização dos jovens na área de jogos e especialmente com o apoio de iniciativas como a WorldSkills e de tecnologias educacionais robustas como as da Autodesk®.
Elas também notam uma mudança significativa: se antes poucos sabiam que arte digital para jogos era uma profissão, hoje os alunos já entram nos cursos com esse objetivo claro. Essa transformação de mentalidade reforça o impacto da competição e da estrutura educacional ao redor dela com destaque para as soluções da Autodesk®, que viabilizam uma formação prática, conectada ao mercado e com reconhecimento global.
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